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Empresa de ia cria avatares de falecidos e gera polêmica online

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Uma startup de inteligência artificial (IA), liderada por um ex-ator do Disney Channel, está no centro de uma intensa discussão nas redes sociais devido à sua proposta inovadora: a criação de avatares digitais que “mantêm vivos” entes queridos falecidos.A 2Wai, como é chamada a empresa, promete gerar avatares digitais que replicam a aparência, os gestos, a voz e a personalidade de indivíduos. Embora o serviço possa ser utilizado para criar chatbots de profissionais de diversas áreas, como gastronomia e educação física, a funcionalidade que mais chamou a atenção é a possibilidade de criar uma espécie de memória permanente de pessoas que já morreram.O site da empresa descreve a iniciativa como um “arquivo vivo da humanidade”. Um vídeo promocional que viralizou mostra uma mulher interagindo com o avatar de uma senhora idosa em seu celular. A revelação impactante é que a senhora era a mãe da mulher, que já havia falecido, mas teve seus movimentos e características capturados pela IA da 2Wai antes de sua morte.Dessa forma, a mulher e seu filho podem interagir com o avatar da avó, pedindo conselhos ou compartilhando o dia a dia. A tecnologia por trás da 2Wai, denominada HoloAvatar, tem como um de seus cofundadores Calum Worthy, conhecido por seu papel na série “Austin & Ally” do Disney Channel.Atualmente, o serviço está disponível apenas em um aplicativo para iOS, com uma versão para Android em desenvolvimento. A ferramenta está em fase de testes e, por enquanto, o uso é gratuito, mas pode ser oferecido por meio de assinatura no futuro. A plataforma oferece exemplos de avatares profissionais para conversas, como escritores, coaches, cozinheiros, astrólogos e um personal trainer.Usuários também podem capturar a aparência, a voz e os movimentos de qualquer pessoa, incluindo amigos e parentes. O processo envolve uma gravação de cerca de três minutos em posições específicas para o registro da câmera. A empresa também sugere que o HoloAvatar pode ser usado como um tradutor em conversas ou para representar celebridades na interação com fãs.A startup já garantiu um financiamento de pelo menos US$ 5 milhões e estabeleceu projetos com empresas como IBM e British Telecom. A 2Wai afirma que “milhares de pessoas” criaram seus próprios avatares no último fim de semana, o que gerou um aumento no tempo de espera para o processamento dos dados.A divulgação dos materiais publicitários da 2Wai gerou reações diversas. Enquanto alguns celebram a inovação e a possibilidade de preservar memórias, outros expressam preocupações. Uma das críticas se refere à falta de informações detalhadas sobre a tecnologia utilizada na criação dos avatares virtuais e sobre a monetização do serviço.Outro ponto levantado é a ausência de garantias de segurança sobre o armazenamento dos dados capturados de outras pessoas. A única menção à proteção no site é sobre o FedBrain, uma ferramenta que visa impedir interações com linguagem ofensiva pelos avatares ou usuários.A qualidade dos avatares também é questionada. Enquanto os vídeos promocionais mostram conversas fluídas e naturais, outras interações parecem artificiais. No entanto, a principal preocupação dos usuários é em relação ao vídeo que mostra a criação de um avatar baseado em um ente querido falecido para que ele “faça parte do futuro” mesmo após a morte. Muitos consideram a ideia cruel, prejudicial e desumana. Comparações com a série “Black Mirror” também são frequentes.Visite o Caribe Amazônico – Alter do ChãoVeja também> LocalVista aérea da Região Oeste do ParáSiga nossas redes sociais: Facebook e InstagramFonte: www.tecmundo.com.br

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