
PF desarticula grupo por trás de ataques DDoS contra órgãos públicos
Uma operação da Polícia Federal (PF) deflagrada nesta quarta-feira (3) desmantelou uma organização criminosa especializada em ataques de negação de serviço distribuídos (DDoS) contra órgãos públicos brasileiros. A ação, denominada “Power OFF”, cumpriu mandados de busca e apreensão e de prisão temporária em quatro cidades, visando interromper a atividade de criminosos que causaram prejuízos e instabilidade a serviços essenciais do governo. Os ataques DDoS, caracterizados por sobrecarregar servidores com tráfego malicioso, têm se tornado uma ameaça crescente, impactando a disponibilidade de serviços online e a segurança de dados. A operação representa um passo importante no combate a essa modalidade de crime cibernético, demonstrando a capacidade da PF em identificar e neutralizar grupos especializados nessa prática.
Operação power off: detalhes da ação
A operação “Power OFF” foi realizada simultaneamente nas cidades de São Paulo e São Caetano do Sul (SP), Rio de Janeiro (RJ) e Tubarão (SC). Foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão e dois mandados de prisão temporária, expedidos pela Justiça Federal. O objetivo da ação foi coletar provas e prender os responsáveis pela prática de ataques DDoS contra diversos órgãos públicos.
Mandados e prisões
Os mandados de prisão temporária foram expedidos contra os suspeitos de liderar e operacionalizar os ataques DDoS. A Polícia Federal também cumpriu mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos investigados, com o objetivo de apreender computadores, celulares e outros dispositivos que possam conter informações relevantes para a investigação.
Acusações
Os detidos poderão responder por crimes de associação criminosa e interrupção ou perturbação de serviço de utilidade pública. As penas para esses crimes podem variar de um a cinco anos de prisão, além de multa. A investigação busca identificar todos os envolvidos na organização criminosa e responsabilizá-los pelos ataques DDoS.
Alvos e métodos dos ataques ddos
A investigação revelou que o grupo criminoso atuava desde 2018, tendo como alvos principais órgãos públicos como a própria Polícia Federal, o Serviço Federal de Processamento de Dados (SERPRO), a Empresa de Tecnologia e Informações da Previdência (DATAPREV) e o Centro Integrado de Telemática do Exército Brasileiro. Os ataques eram realizados por meio de ferramentas conhecidas como booters e stressers, que são capazes de sobrecarregar servidores e derrubar sites.
Impacto dos ataques
Os ataques DDoS causaram instabilidade e indisponibilidade em diversos serviços online oferecidos pelos órgãos públicos, prejudicando o acesso da população a informações e serviços essenciais. Além disso, os ataques podem ter comprometido a segurança de dados armazenados nos servidores dos órgãos públicos.
Envolvimento internacional
A Polícia Federal contou com a colaboração do FBI (Federal Bureau of Investigation) dos Estados Unidos na investigação, devido ao fato de que os servidores utilizados para realizar os ataques DDoS estavam hospedados em diversos países. A cooperação internacional foi fundamental para identificar e rastrear os responsáveis pelos ataques.
Conclusão
A operação “Power OFF” representa um importante avanço no combate aos crimes cibernéticos no Brasil. A ação da Polícia Federal demonstra o compromisso do governo em proteger a infraestrutura digital do país e garantir a segurança dos serviços online oferecidos à população. A investigação continua em andamento, com o objetivo de identificar todos os envolvidos na organização criminosa e responsabilizá-los pelos crimes cometidos.
Faq
1. O que são ataques DDoS?
Ataques de negação de serviço distribuídos (DDoS) são um tipo de ataque cibernético que visa tornar um serviço online indisponível, sobrecarregando o servidor com tráfego malicioso.
2. Quais os crimes que os envolvidos podem responder?
Os detidos podem ser acusados de associação criminosa e interrupção ou perturbação de serviço de utilidade pública.
3. Qual a importância da colaboração internacional na investigação?
A colaboração internacional, neste caso com o FBI, foi fundamental para identificar e rastrear os responsáveis pelos ataques, já que os servidores utilizados estavam hospedados em diversos países.
4. Quais órgãos públicos foram alvos dos ataques?
Entre os alvos dos ataques estavam a própria Polícia Federal, o SERPRO, a DATAPREV e o Centro Integrado de Telemática do Exército Brasileiro.
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Fonte: https://www.tecmundo.com.br































































